Independentemente de a candidatura ter sido pela região ou não, no mínimo se espera que aqueles eleitos que tiveram votação expressiva no Oeste Catarinense retribuam na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Essa avaliação é do presidente do Centro Empresarial de Chapecó, Helon Antônio Rebelatto, ao lembrar do propósito da campanha “No Voto, Valorize o Oeste”, realizada para motivar o voto em representantes da região e também naqueles de outros locais que tivessem compromissos com as demandas regionais.
Para o presidente do CEC, mesmo que de quatro representantes na Câmara dos Deputados tenham restado duas vagas e se mantido os oito representantes do Oeste na Assembleia, é preciso manter a cobrança e que os eleitos não esqueçam das necessidades que verificaram. Helon Rebelatto avalia “ser fundamental, ainda, manter a atenção a quem é de outras regiões e no Oeste recebeu expressiva votação, para que retribuam e, mais ainda, que seus eleitores também não esqueçam disso”.
O dirigente do CEC lembrou que na última reunião antes do pleito, os dirigentes das 17 entidades e sindicatos empresariais que fazem parte decidiram que haverá o acompanhamento firme para que os escolhidos atendam as carências regionais, para não ficarem compromissados somente antes de cada eleição. Helon também lembrou a quem concorreu e não foi eleito para que permaneça na atividade política com instrumento para atender as demandas de cada município. Além de documento aos candidatos da região, foi entregue carta de reivindicações ao candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro, com foco especialmente na questão da duplicação da BR-282.
Os deputados estaduais eleitos da região Oeste são: Altair Silva (PP); Edilson Massoco (PL); Fabiano da Luz (PT); Leandro Sorgatto (PL); Luciane Carminatti (PT); Mauro de Nadal (MDB); Neodi Saretta (PT); e Padre Pedro Baldissera (PT). Dos atuais deputados federais, ficam na Câmara Daniela Reinehr (PL) e Pedro Uczai (PT), enquanto Caroline De Toni vai para o Senado e Valdir Cobalchini ficou como suplente.
NAS REUNIÕES
Dos 13 encontros promovidos pelo CEC antes das eleições para apresentar as demandas regionais, compareceram 14 candidatos. Entre eles estiveram dois concorrentes a governador – João Rodrigues, do PSD, e Ralf Zimmer, do PRD.
Os outros presentes no CEC foram: ao Senado – Caroline De Toni, do PL, e Jeferson Rocha, do PRD; à Câmara dos Deputados – Claudio Jacoski, do Partido Novo; Cleiton Fossá, do MDB; Daniela Reinehr, do PL; Edi Folle, do PSD; Fernando Cordeiro, do PL; e Valdir Colatto, também do PL; e à Assembleia Legislativa – Altair Silva, do Progressistas; Leandro Sorgatto, do PL; Luciano Buligon, do PDT; e Wilson Cidrão, do Partido Novo.
CEC FAZ BALANÇO DA CAMPANHA
“NO VOTO, VALORIZE O OESTE”
O Centro Empresarial de Chapecó (CEC) reuniu, nesta sexta-feira, 2 de outubro, profissionais da imprensa e dirigentes das entidades do setor produtivo para apresentar balanço da campanha que valoriza propostas em favor do Oeste Catarinense. A iniciativa contou com a participação de representantes das 17 entidades e sindicatos empresariais que integram o CEC e que, através do documento “Demandas para as Eleições 2026”, defenderam necessidades relacionadas a rodovias, ferrovias, aeroporto, área aduaneira, energia, gestão pública, saúde, segurança, água e saneamento.
Ao abrir a reunião, o presidente do CEC, Helon Antônio Rebelatto, salientou o papel da imprensa nestas eleições e o compromisso das lideranças empresariais de cobrar e fiscalizar as ações do poder público. Explicou que a denominação da campanha – “No Voto, Valorize o Oeste” – foi definida no sentido de provocar reflexão quanto aqueles que concorrem e efetivamente proponham medidas em favor da região. Também citou e agradeceu o apoio do Observatório Social/Unidade Chapecó, da Sociedade Amigos de Chapecó (Sach), da Somar Oeste (Sociedade Maçônica Regional Oeste) e da Subseção de Chapecó da OAB.
Conforme o presidente do CEC, nas reuniões, além de serem apresentadas as principais demandas do Oeste Catarinense, houve aproximação do setor produtivo com os candidatos. A entidade defende que a população conheça as propostas dos candidatos e considere as demandas regionais no momento da escolha. Assim, a expectativa é de que os eleitores se conscientizem e votem nos que mostrarem compromisso com a região. Foram realizados encontros com 14 candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador e governador. Além disso, o documento com as reivindicações foi entregue ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro.
Uma das preocupações manifestadas no encontro do CEC nesta sexta-feira, foi quanto ao elevado índice de abstenções nas últimas eleições, por isso a necessidade de os eleitores serem conscientizados para ir às urnas neste domingo e, se houver, no segundo turno em 25 de outubro. Nas eleições municipais de 2024, o índice geral de abstenção foi de 21,7%, representando 34 milhões de eleitores que deixaram de votar.
VAI CONTINUAR
Além do balanço da campanha, na reunião realizada pelo Centro Empresarial nesta sexta-feira foi decidido que haverá acompanhamento firme no período posterior às eleições e após a posse, independentemente de quem for eleito e do partido. “Nós temos que fiscalizar, cobrar e lembrar aos nossos representantes aquilo que é necessário para a nossa região”, avaliou.
A proposta dos dirigentes das entidades e sindicatos empresariais, que representam todos os setores da economia em 110 municípios do Oeste de Santa Catarina, é de observar a atuação dos representantes eleitos e cobrar o cumprimento dos compromissos relacionados às pautas apresentadas durante a campanha. Para tanto, Helon Rebelatto reforçou o papel fundamental da imprensa na divulgação das demandas e no acompanhamento dos representantes após a eleição. “Depois da posse nos ajudem a cobrar e conscientizar os ocupantes dos cargos públicos”, afirmou.
MUDANÇA NO PARLAMENTO E NO STF
Diante do que tem ocorrido no quadro político nacional, no encontro do CEC também foi enfatizada a necessidade de adequação na sistemática de escolha dos eleitos, como é o caso do voto distrital, que elege os mais votados em cada região, ou distrito. Nessa mesma linha, as lideranças defenderam maior protagonismo do Congresso Nacional na elaboração de leis e que seja alterado o processo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, para que o STF mude seu perfil de atuação.
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