A transferência dos leilões para a concessão de rodovias federais em Santa Catarina, decidida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), é encarada positivamente pelo Centro Empresarial de Chapecó (CEC). Porém, a entidade volta a insistir na necessidade de projetos de duplicação em maior volume, não somente o foco nas concessões e cobrança do pedágio sem a melhoria mais ampla na questão da infraestrutura viária.
Conforme a ANTT, o adiamento das discussões para o próximo ano decorre da necessidade de mais tempo para as audiências públicas e a reavaliação dos projetos de privatização, o que na região Oeste envolve trechos das BRs 153, 282, 470 e 480. O posicionamento do CEC foi expresso anteriormente em duas audiências públicas, uma em Chapecó, no dia 9 de junho, e outra em Brasília, no dia 16 desse mês. Entre outras propostas, é defendida a duplicação de toda a extensão da BR-282, a exclusão do acesso de Chapecó à BR-282 do processo, maior quilometragem de duplicação na BR-153 e que o trevo das BRs-282 e 153 em Irani seja tratado separadamente.
Para o presidente do CEC, Helon Antônio Rebelatto, até agora o processo de concessão foi feito às pressas e estava muito aquém do que a região merece. Argumenta que “o Oeste produz 20% do que Santa Catarina exporta e recebe de 15 a 20% do que é arrecadado em impostos”. O empresário concorda que a concessão possibilita que se tenha rodovias bem conservadas e em condições de transitar com segurança, mas enfatiza que, para tanto, é necessária a duplicação em grande escala e que os preços nas praças de pedágio não sejam abusivos.
CUSTO AO CONTRIBUINTE, NÃO
Mesmo concordando com a necessidade de adequações nas propostas de concessões, o presidente do Centro Empresarial de Chapecó lembra que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) está conduzindo projetos de duplicação, entre eles para 13 lotes na BR-282, entre São Miguel do Oeste e Palhoça. “Não é possível que dois órgãos do governo federal tratem isoladamente do mesmo assunto, muito menos que o custo para a melhoria da infraestrutura deficiente – que causa prejuízos econômicos às empresas e aos cidadãos e ocasiona inúmeras vítimas em acidentes –, recaia sobre o contribuinte”, expressa Helon Rebelatto.
EXTRA COMUNICA – Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira-Jornalista/MTE4296RS – 6/08/2026
extra@extracomunica.com.br – (049)3312-2572 / 98402-4331 *Cec Infra

